Por que você deve ir a eventos de marketing e vendas e o que você aprende com eles.

Por que você deve ir a eventos de marketing e vendas e o que você aprende com eles.

Tempo de Leitura: 14 minuto(s)

Vivemos uma época em que todas as comunicações convergem para a web e onde cada um de nós passa a ser um canal de comunicação, uma mídia, inclusive a sua empresa. E as mudanças provocadas pelo avanço da internet tem provocado uma verdadeira transformação digital no cotidiano de empresas e pessoas.

Se você pretende usar o marketing digital para divulgar a sua marca ou já executa estratégias de inbound marketing por exemplo, participar de eventos é uma excelente forma de se manter atualizado e ampliar sua rede de contatos conhecendo profissionais da área e compartilhar experiências com outros empresários. 

No RD on the Road de BH que ocorreu em março, o time da Onlinesites participou de diversas palestras com temas que renovaram ainda mais nossa vontade e paixão pelo marketing.

  1. Neuromarketing, Liderança e Mídias Sociais
  2. Criatividade e Growth Hacking
  3. Vendas
  4. SEO, Inbound Marketing e E-mail Marketing
  5. Produção de Vídeo 

As palestras não ocorreram exatamente nessa ordem, mas recebemos uma overdose de conhecimento sobre esses assuntos e cada um renderia uma série de artigos no nosso blog, então numa tentativa de condensar as coisas e resumir as principais ideias realizamos um Café Online especial, que você pode conferir aqui:

Você aprende muito com eventos de marketing e vendas, existem dois pontos principais, o conteúdo que os palestrantes levam e o networking que você amplia. 

Esse texto vai ficar grandinho, mas está separado com os 5 tópicos que achamos mais importante de tudo que vimos no RD on the Road em BH, então você pode seguir pelo índice lá em cima e ir direto no assunto que mais te interessa ;)

Entenda de pessoas e do comportamento de consumo delas

Essa afirmação foi dita por todos os palestrantes direta ou indiretamente, como dito no início deste post, qualquer pessoa é um superdistribuidor de informação e criador de conteúdo, ou seja, uma mídia.

Pense comigo, empresas são feitas por quem? Pensou certo se disse pessoas, somos nós e as relações que estabelecemos com a sociedade e as pessoas que convivem conosco que ditam a lógica do relacionamento na internet.

Ótimo, isso é meio óbvio, mas e daí? Como eu descubro o que as pessoas querem? 

Primeiramente não dá mais para definir seu público apenas com informações básicas como idade, sexo, cidade, escolaridade e profissão e achar que todos pensam e agem da mesma forma. 

Você deve se aprofundar nas atitudes que elas tem e acompanhar os traços que elas deixam na internet. E por aprofundar entenda conhecer os hobbies, sonhos, desejos, hábitos, dúvidas e dores.

É por essa possibilidade e facilidade de mensuração e análise que as plataformas, sites de buscas, redes sociais e outros se tornam meios de propagação e negócios lucrativos e promissores.

Fernando Kimura em sua palestra sobre neuromarketing deixou bem claro que nossos cérebros reagem a sentimentos e prazeres e que as marcas devem trabalhar com as sensações e os sentimentos para gerarem valor e demanda nos seus clientes.

Ele levantou uma questão: por que as pessoas compram? Se você lembra da propaganda do Batom “eu tenho, você não tem”, já pode ter uma ideia de um dos motivos pelos quais compramos e consumimos tudo que nos é ofertado.
 
Considerando que a sua empresa gera desejo e valor no seu cliente, como aumentar suas vendas e prospectar novos clientes podem estar entre suas principais dúvidas, fazer mais do mesmo sem gerar empatia e identificação com o outro te farão ser esquecido.

Para impactar pessoas com mídias sociais você precisa ter em mente que é um trabalho exigente e de dedicação full-time para criar verdadeiros relacionamentos entre marcas e pessoas gerando negócios para ambos.

Uma das falas da Liliane Ferrari que é professora e consultora em comunicação e marketing, foi sobre a “inversão” que essa proximidade com as marcas e o público de forma tão direta e imediata gerou em que “as marcas querem se tornar pessoas e as pessoas querem se transformar em marcas”.

O que você acha dessa afirmação? André Diniz da Crescimentum em sua palestra sobre o líder do futuro deixou uma mensagem final interessante, ele propõe um novo conceito de bilionário, sendo aquela pessoa capaz de impactar 1 bilhão de pessoas de forma positiva.

Use a criatividade como uma ferramenta na solução de problemas

Se você pensa que criatividade é restrita a artistas e designers está enganado. A criatividade é uma faculdade humana e pode ser desenvolvida por qualquer um com estudo, prática e exercícios em grupo.

No mundo corporativo a criatividade tem sido cada vez mais usada como uma ferramenta para resolver problemas. Isso significa que não necessariamente uma solução criativa tem caráter “artístico” porque na realidade a criatividade é a capacidade que você tem de fazer conexões “improváveis” e que fazem sentido para o seu negócio e seus clientes.

O palhaço Márcio Ballas, apresentou uma metodologia criativa que ele intitula como capaSIMtação que consiste em seguir os 5 passos de um processo criativo em equipe.

As 5 etapas do processo criativo explicado por Márcio Ballas - capaSIMtação

Para ele criatividade é fazer a mesma coisa que você faz todo dia de uma forma diferente.

  1. ACEITAÇÃO - aceite o contexto que vive, as ideias e as outras pessoas sem julgamentos.
  2. Enterre o NÃO
  3. ERRE - o erro é parte do processo, mas não significa desleixo, é na verdade um resultado não esperado.
  4. IMPROVISO - improvisar não é fazer gambiarra. Estudar é de extrema importância, pois você só consegue improvisar com o que você conhece, ou seja é um rearranjo do que você sabe.
  5. COCRIAÇÃO - é criar junto, trabalho em equipe, é nesse ambiente de colaboração mútua e aceitação que se gera um ambiente propício à criação.

Já para Raphael Lassance, especialista em Growth Hacking, método novo de alcançar resultados inesperados e surpreendentes positivos ou não, o cerne é desenvolver uma engenharia social, ou seja, fazer pequenas ações que vão fazer as pessoas fazerem o que você quer que elas façam.  

Estabeleça um acordo entre Vendas e Marketing

Seu time de vendas discute muito com a galera do marketing e vice-versa? Você fica perdido no meio da batalha?

Uma boa solução é o SLA, sigla em inglês para Service Level Agreement, que significa “Acordo de Nível de Serviço”, ou seja, um documento em que processos e metas de ambos os times estão descritos para que todos os envolvidos entendam. Devem ser descritos de forma objetiva e clara para que as pessoas de cada equipe entendam mesmo as rotinas, métodos, motivações.

É importante estabelecer as metas que cada time deve cumprir no tempo estipulado. Elas podem se dividir em metas semanais, mensais, trimestrais, revisão de 4 em 4 meses e a meta anual. Enfim, depende do seu negócio. Ah! Estabeleça metas condizentes com sua realidade.

Sem contar que ambos os times devem trabalhar para o mesmo objetivo: trazer resultado e crescimento para sua empresa.

A Lúcia Haracemiv, do DNA de Vendas, questionou bastante o quão alinhado estavam os setores de marketing e vendas dos participantes do evento. No final das contas é questão de desenvolver a cultura da empresa e de fazer com que cada colaborador tenha um traço do espírito vendedor para alcançar os melhores resultados.

Conteúdo é a alma do Inbound Marketing

Bill Gates não estava brincando quando dizia que “Conteúdo é rei”, essa se tornou a premissa do Inbound Marketing e do Marketing de Conteúdo.

Para esclarecer, conteúdo é a alma do inbound e por conteúdo entenda qualquer informação dada nos seus canais físicos e digitais e em qualquer linguagem. Conteúdo é você.

Quando falo que a web permitiu a todas as pessoas se transformarem em mídia e superdistribuidores de informação não é da boca pra fora e não sou a única a afirmar isso, Ann Handley e consultores de marketing falam isso a pelo menos uma década. 

Espero que você veja a importância e necessidade de compreender a dinâmica do que é ser uma mídia. Esse “poder de mídia” que nos foi “concedido” traz uma responsabilidade gigante.

Conteúdo exige mais força no pensamento estratégico, no planejamento do que na produção, uma boa estratégia de SEO no seu site e blog junto a uma campanha de e-mail marketing e mídias sociais para distribuir esses conteúdos gerando mais visitantes, convertendo mais leads, relacionando e fechando mais vendas.

O desafio está em entender que essa trajetória não é linear, para fins de entendimento visualizamos no funil, mas a prática te mostra que a jornada é cíclica.

A turma da Resultados Digitais com Manuela Lenzi, Letícia Bahlis e André Siqueira introduziram a metodologia do Inbound Marketing, trouxeram dicas de e-mail marketing mais eficazes e dicas para o Marketing Digital.

De acordo com a Manuela existem 3 condições geradas pelo Inbound: previsibilidade, escalabilidade e lucro. Ela deixa claro que as coisas não vão acontecer se você não começar a fazer.

A metodologia do Inbound funciona em um funil como você pode ver na imagem e abaixo cada etapa com as principais dicas do André Siqueira. 

As etapas do Funil do Inbound Marketing

  • Atração (Entenda o seu mercado, o ambiente que você está para definir o seu público. Estabeleça grupos de interesses que se aglutinam. Use # nos posts e a sua localização) 
  • Conversão (Faça seu blog ser a sua máquina de conversões, de geração de leads. Use formulários, vídeos e áudio no meio do conteúdo. Ofereça um diagnóstico ou um quiz de nivelamento. Pense em chatbots para agilizar o atendimento)
  • Relacionamento (Melhore a conversa com o outro. Use um link no instagram com as principais características da suas empresa. Faça uma comunicação personalizada ao seu cliente. Use o Whatsapp Business)
  • Análise (Pesquisas de mercado e diagnóstico do seu desempenho online ajudam a encontrar atalhos. Adaptar é sempre uma boa ideia e trocar com quem já faz é melhor ainda)

Estratégias de E-mail Marketing com Letícia Bahlis

As bases para e-mail marketing bem sucedido são: 

  • focar na experiência do usuário, 
  • entender e conversar com seu cliente, 
  • se perguntar o por que da oferta que está dando a eles 
  • seus clientes leem e-mails com calma? 60% não.

Seja breve, objetivo e aproveite as áreas do seu e-mail. Menos é mais, direcione para o que é importante para os seus usuários, utilize as informações dele. 

  • Dê boas vindas.
  • Faça a gestão da sua base.
  • Entregabilidade tem métrica e os servidores têm regras e autonomia para falar se você é um spam ou podem te ajudar a entregar mais e-mails.
  • E-mails demais nunca é bom e base comprada muito menos. 

Como o profissional de SEO deve ser

Vitor Peçanha, co-fundador da Rock Content descreveu as 4 habilidades do profissional de SEO:

  1. Telepatia: ler os rastros nos dados que as pessoas deixam na web e aprender a ler a mente das pessoas.
  2. Seduzir: pelo título e a meta descrição.
  3. Encantar: convencer as pessoas que vale a pena ler seu conteúdo com uma introdução matadora. Use a estrutura APP: 
    • Acordar - faça uma pergunta
    • Prometer - montre sua oferta
    • Prever - conte o que a pessoa vai aprender
  4. Ser bom de briga: faça melhor que o 1º lugar no Google.

Muita informação? Se você chegou até aqui e tem alguma dúvida ou quer fazer algum comentário sobre esses temas fica a vontade, chegamos no último tópico e na palestra que para toda a equipe foi a de maior destaque.

Você já tem seus 52 primeiros roteiros de vídeos para começar seu canal no YouTube?  

É isso mesmo que você leu, tenha estruturado os 52 primeiros roteiros de vídeos do seu canal, assim você garante frequência e constância.

Essa dica é do Camilo Coutinho o maior Play de Prata brasileiro, tem só 18 na conta dele, isso significa que ele contribuiu para que 18 canais no YouTube atingissem 100 mil seguidores. Ele não brinca em serviço e resumimos os principais pontos da palestra dele para você. 

Então como começar a sua estratégia de conteúdo em vídeo?

O primeiro passo para começar sua estratégia em vídeo é definir seus 3 P’s: 

  1. pense nas PESSOAS: com quem vou falar?
  2. tenha um PROPÓSITO: qual meu objetivo?:  
  3. conheça a PLATAFORMA: onde que você vai disponibilizar seu vídeo?

O segundo passo é saber como criar vídeos que realmente funcionem:

Audiência - quem são essas pessoas e como elas podem te encontrar?
Conteúdo - o conteúdo deve ser relevante e sem enrolação.
Estratégia - onde você estará e em quais formatos? 
Consistência - faça postagens regulares e conquiste a dominação dos termos que fazem sentido ao seu negócio.

O terceiro passo é a criação dos vídeos, você precisa compreender o funil de produção do vídeo e para agilizar faça os 52 roteiros usando o método que ele desenvolveu, “roteiro chicote”:

  1. O que vou ensinar?
  2. O que o produto/serviço faz ou como aplicar?
  3. Quem compra/aprende?
  4. Quando compro/aprende?
  5. Qual o diferencial?
  6. O que acontece se você não comprar?

A produção de vídeo tem seu próprio funil também:

Coutinho deixou no final algumas orientações como ter um bom áudio e uma excelente iluminação, falar 3 vezes pro espelho para não travar na gravação ou ao vivo. Ele disse também que o segredo está no nicho e finalizou com uma máxima: “resultado não é views, é venda.”

Foi isso tudo pessoal, estamos trazendo novidades e melhorando nossos processos, sabemos dos desafios, das dúvidas e dores, elas são diárias.

Aqui a gente abre espaço para conversa, me fala mesmo o que você achou, com sinceridade, e aproveito para te convidar a curtir nossa página no Facebook e seguir nosso Instagram, em junho tem mais Café Online. 

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